domingo, 22 de agosto de 2010

Humoristas protestam no RJ contra lei que proíbe fazer piada com políticos

Redação CORREIO

Passeata reuniu nomes do primeiro time do humor brasileiro. Multidão caminhou e brincou da orla de Copacabana ao Leme




Hélio de La Peña, Marcelo Madureira e Fábio Porchat comandam o protesto

Humoristas se reuniram na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na tarde de muito sol deste domingo (22), para tratar de um assunto sério. Eles foram protestar contra uma lei eleitoral que proíbe que sejam feitas sátiras com candidatos durante o período de campanha eleitoral. A manifestação, que foi organizada pelo grupo Comédia em Pé, teve a participação de grandes nomes do humor nacional, como Hélio de La Peña, Marcelo Madureira e Cláudio Manoel, do Casseta & Planeta, Danilo Gentili, do CQC, Sabrina Sato, do Pânico na TV, além de Sérgio Malandro, Bruno Mazzeo, Lúcio Mauro Filho e outros.


A lei eleitoral 9.504, de 1997, diz em seu texto, que é proibido a emissoras de TV ou de rádio “usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito”. A proibição vale tanto para a programação normal, como para os noticiários.


Apresentadora Sabrina Sato, do Pânico na TV, também esteve na passeata

É como se proibissem de falar de futebol em época de Copa do Mundo”, comparou Mazzeo. “Essa lei é estapafúrdia e antidemocrática. E a democracia foi reconquistada no Brasil com muita luta. Muita gente morreu para que a gente vivesse em um país democrático”, enfatizou Lúcio Mauro Filho, um dos mais incisivos no discurso.

O protesto, que atraiu a atenção de dezenas de curiosos e banhistas, se concentrou em frente ao Hotel Copacabana Palace. Por volta das 16h, os humoristas, acompanhados de uma multidão, fizeram uma caminhada em direção à Praia do Leme, continuação da orla de Copacabana.



Marcelo Madureira, ao lado de Fábio Porchat, integrante do Grupo Comédia em Pé, comandaram a passeata. E durante o percurso ficou provado que, como manifestantes, eles são ótimos humoristas, pois muitos comediantes ficaram para trás, ainda na concentração. “Rubinho, Rubinho”, berrou Porchat ao megafone, acompanhado pela multidão, chamando pelos atrasados. Mais adiante, outro coro foi puxado: “Um, dois, três, quatro, cinco, mil, queremos liberdade para os humoristas do Brasil!”.



Essa lei não deveria nem existir”, afirmou Danilo Gentili. “Os políticos abriram a ‘porta dos desesperados’ errada, e agora os humoristas saíram atrás deles”, brincou Sérgio Malandro, referindo-se a um quadro do seu antigo programa. “Os humoristas não vieram aqui fazer piadas, mas sim para lutar por elas”, concluiu Lúcio Mauro Filho. As informações são do G1.

fonte: Correio - O que a bahia quer saber

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

TERROR ELEITORAL NADA GRATUITO

As palhaçadas eleitorais

Por Ale Rocha .



De repente, o “TV Fama” extrapolou a RedeTV! e tomou de assalto todas as emissoras abertas com seu mau gosto e desfile de subcelebridades sem nada a dizer. A atração atende pelo nome de horário eleitoral gratuito.



Ex-jogadores de futebol, mulheres frutas, ex-BBBs, cantores sertanejos e humoristas são uma forma de elevar o quociente eleitoral e, assim, ampliar a presença de um partido nas bancadas federais e estaduais. Pela lei eleitoral, um candidato com alto índice de votos pode eleger outros não tão populares assim.


Frank Aguiar, Leci Brandão, Tiririca, Agnaldo Timóteo, Popó, os irmãos Kiko e Leandro do KLB, Vampeta, Ronaldo Ésper, Elimar Santos, Batoré, Mulher Melão, Mulher Pêra e tantos outros caem de paraquedas nas eleições e conseguem esvaziar ainda mais o propósito do horário eleitoral gratuito.


Como programa de televisão, são duas horas e dez minutos diários desperdiçados. A falta de conscientização do eleitor não se dá apenas por culpa do verniz do marketing político, que esconde as verdadeiras intenções e propostas dos candidatos e entrega apenas aquilo que os cidadãos desejam ver e ouvir.


O horário eleitoral gratuito não democratiza a informação, pois ela não existe. Quem em sã consciência escolhe um parlamentar a partir de discursos com segundos de duração? Diante da falta de conteúdo, a estratégia é apelar para o bizarro e o nonsense.


Não há nada de engraçado em ouvir o Tiririca afirmar que não sabe o que é ser um deputado federal, mas mesmo assim pedir seu voto, pois “pior que está não vai ficar”. Lamentável observar quem pega carona em famosos realmente célebres. Jingles de campanha assassinam clássicos como “Beat It”, de Michael Jackson, e “I Want to Break Free”, do Queen. Ninguém respeita ninguém.


Se antes de eleitos os candidatos preferem se expor a situações ridículas em vez de apresentar propostas concretas, imagine só como será o comportamento quando assumirem uma vaga no Legislativo.


Na era das celebridades instantâneas, tenho a sensação de que vale tudo para estar na televisão. Até mesmo fazer pouco caso da política e de um cargo público. A campanha eleitoral se aproxima cada vez mais dos reality shows. No caso do horário eleitoral gratuito, pouco importam os escassos segundos, já que ninguém parece ter algo relevante a dizer. O importante é aparecer em horário nobre em todas as emissoras abertas.


Aliás, vale ressaltar que de gratuito o horário eleitoral não tem nada. Nós pagamos a conta. O espaço em horário nobre é financiado pelos contribuintes. O governo pega os impostos que você paga e reembolsa as emissoras de rádio e televisão pela veiculação dos programas dos candidatos.


Segundo a revista “Istoé Dinheiro”, o subsídio será de R$ 851 milhões em 2010. É uma cifra quatro vezes maior do que em 2006 (R$ 190 milhões) e seis vezes mais do que em 2002 (R$ 121 milhões). Esses recursos são abatidos do Imposto de Renda a pagar das empresas de comunicação.


Enquanto isso, o governo federal investe apenas R$ 268 milhões em prevenção e repressão a criminalidade e R$ 621 milhões em alfabetização para jovens e adultos.

Em um reality show, você digita alguns números no telefone e paga o mico e o prêmio do Marcelo Dourado, do Kleber Bam Bam, do Dado Dolabella ou da Karina Bacchi. Na urna eletrônica, se não pensar, você aperta os botões e paga o pato pelos próximos quatro anos.


No Final da História...Quem é mesmo o palhaço????




Fonte. Coluna Opinião do Yahoo

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Cuidados ao cuidar de plantas em casa

Cada espécie requer cuidados diferentes para garantir a beleza das flores

Os cuidados com as orquídeas começam na hora de escolher a planta que vamos levar para a casa. “Através do toque é possível saber se a cor da folha é uniforme, se elas estão firmes, em pé no vaso e se não está faltando um pedaço da folha”.



O segundo passo é procurar o local para colocá-las em casa. “O ideal é onde tem uma corrente de ar contínua. O vento vai levando nutrientes que tem no ar para a própria planta, tem que ter exposição de sol mas não pode ser direto. Porque na natureza e no viveiro ela é sombreada”.



As flores e as folhas da orquídea nunca devem ser molhadas, e não pode colocar terra no vaso: “Terra mata orquídea. Você tem o musgo, a casca de pinheiro voce molha só o substrato jamais a folha e as flores porque pode apodrecer a planta”.



As orquídeas florecem uma vez por ano, cada espécie numa época. Já as rosas ficam mais bonitas, por mais tempo, se forem cortados as hastes à cada dois dias: “Deve ser cortado cerca de dois centímetros do pé em diagonal para sulgar a água e ela durar mais tempo”.



A temperatura da água influencia na qualidade da planta. Quanto mais gelada a água estiver melhor é para a planta. Vale colocar uma pedra de gelo na água principalmente em época de verão.

Para qualquer planta de vaso ou jardim vale o equilíbrio entre quantidade de água e de sol. “A luminosidade normalmente das dez até as duas horas da tarde é melhor ser protegida, aquele sol da manhã do fim da tarde direto não tem tanto problema.




Normalmente deve-se molhar uma planta sempre no período da manhã, porque ela gosta de entrar a noite seca e aí de manhã pode dar água que ela vai evaporando e encontra o equilíbrio”.



Logo após o inverno, quando saem do período de dormência, as plantas devem ser podadas para que possam brotar de novo.



Já os cactos dispensam podas e a adubação deve começar a ser feito depois de seis meses. E a quantidade de água vai depender da época do ano e do tamanho do vaso: ” os cactos pequenos no verão tem que ser regados uma vez por cinco dias e no inverno uma vez por duas semanas. O grande, no inverno, recebebe um pouquinho de água uma vez por três semanas e na época de crescimento, uma vez por semana.”


O tempo que a planta vai permancer bonita depende dos cuidados que têm com ela. Uma rosa de qualidade consegue durar no mínimo uma semana se for bem cuidada. Já os cáquitos conseguem sobreviver a vida inteira de um ser humano.


Fonte:  Divulgar site grátis:


http://divulgarsitegratis.osabetudo.com/

Dicas, Tutoriais e Informações

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Veja as principais propostas dos presidenciáveis Marina, Dilma e Serra para cinco áreas

Veja abaixo os principais pontos propostos pelos presidenciáveis em cinco áreas de destaque: saúde, educação, segurança, emprego e programas sociais.



Conheça as ideias para as áreas de saúde, educação, segurança, emprego e social

Colunistas da TRIP declaram seu voto à Marina Silva

Sem rabo preso


Ricardo Guimarães justifica seu voto em Marina Silva, do PV

Texto por Ricardo Guimarães

Caro Paulo,


Tenho três motivos para votar na Marina Silva. Um deles é que, para mim, Marina é um ser humano superior que eleva o nível de qualquer ambiente em que está presente. Como essa percepção é muito subjetiva, sugiro que quem ainda não interagiu com ela ou não a ouviu, se tiver a oportunidade, não desperdice. Preste atenção no respeito que os seus adversários e os jornalistas em geral têm por ela. O segundo motivo ainda é bem subjetivo. Nos meus 62 anos de vida não conheci pessoa com tamanha integridade intelectual, moral e espiritual. Mesmo não concordando com algumas de suas opiniões, Marina me emociona com a beleza de sua integridade. Sim, beleza que emociona.


Falo como profissional: a estética de Marina é de uma eloquência extraordinariamente bela - sua linguagem corporal, sua voz, seu modo de vestir, suas palavras, seu olhar, seus gestos, seus sentimentos, suas ideias, os exemplos que usa, as referências acadêmicas e da cultura popular, sua praticidade, sua firmeza na divergência, sua tranquilidade no não saber, sua amorosidade com tudo e com todos, inclusive adversários, ela tem a consistência, a harmonia e a autoridade de quem não pensa para falar. Tudo flui, como a arte quando ela acontece. Eu acredito que quando o ser humano se livra de tudo o que o distrai de seu propósito o que sobra deve ser algo parecido com a Marina. Até seus acessórios são essenciais. Enfim, eu me sentiria um brasileiro mais seguro, íntegro e bonito com Marina no Planalto.


O terceiro motivo é muito pragmático: precisamos dominar as mais altas instâncias de decisão na sociedade com pessoas lúcidas, competentes, inspiradas e corajosas para evitar o pior. O pior pode


ficar por conta de cada um. Pode ser fome, desemprego, violência urbana, poluição, colapso do sistema financeiro internacional, guerra por recursos naturais, pragas e epidemias, enchentes e secas, conflitos étnicos e religiosos, em síntese, desequilíbrios críticos de toda natureza que já estão fazendo a vida neste planeta ser um horror cotidiano.



PROJETO COMUM


Na iniciativa privada tenho procurado dar algum suporte a líderes, gestores e empreendedores que têm o projeto de tornar suas empresas líderes, elevando o nível da competição em seus mercados. você sabe do que estou falando porque você é um deles e é por isso que a gente está junto há 15 anos. 



Na vida pública, as experiências que eu tive com políticos foram péssimas e suficientes para eu me manter afastado desse ambiente, apesar dos inúmeros e ricos convites que recebi para trabalhar para
governos e candidatos.


Depois que conheci Marina, mudei meus planos. Temos alguém para assumir o Planalto e fazer o que tem que ser feito. Ela tem a competência, a inspiração e a coragem. E, graças a Deus, não tem o rabo preso com partidos e interesses que fragilizam a execução de qualquer proposta de governo.


Estou a serviço de Marina e, se você quiser ou souber de quem queira colaborar, me avise que ponho na roda. Esse projeto é de todos nós.



Meu abraço,


Ricardo


*Ricardo Guimarães, 62, é presidente da Thymus Branding. Seu e-mail é rguimaraes@trip.com.br e seu Twitter é twitter.com/ricardo_thymus

Propostas das Juventudes para o Programa de Governo Marina Silva

A Juventude é um segmento social importante que representa 26,4% da população no Brasil. São cerca de 50 milhões de cidadãos entre 15 e 29 anos [1]. Destes, 55% são de famílias que vivem ofi cialmente com menos de um (01) salário mínimo por mês, 50% não estudam, e estão nesta faixa etária 50% dos desempregados e das desempregadas do país [2].



A maior parcela da população jovem pobre, hoje, encontra-se no meio rural [3]. Esses dados demonstram a vulnerabilidade em que se encontram esses jovens.



Com base na leitura dessa realidade brasileira, nós, jovens, nos expressamos, de forma organizada, como um núcleo vivo da sociedade, capaz de pensar seu presente e agir sobre seu futuro, elaborando e executando Políticas Públicas de, para e com as Juventudes. Inovando

nas ações com uma visão diferenciada e uma nova forma de fazer e pensar a política, pautada pela ética e focada na construção social diversifi cada, acreditamos, se consolidará uma nova realidade. Uma realidade justa, democrática e para todos.



As Juventudes têm perspectivas próprias sobre a realidade que devem ser respeitadas e reconhecidas. Compor espaços de participação e organização política é assumir parcela dos desafios globais que são colocados, contribuindo a partir do que esta perspectiva particular possibilita, propicia e potencializa.


Nesse sentido, os e as jovens devem expressar seus olhares e perspectivas sobre o Brasil que queremos para o século XXI. Com Marina Silva nos identifi camos e acreditamos conseguir avançar na construção de um Brasil justo e sustentável.



As diretrizes do programa de Marina nos convidam a refl etir sobre as Juventudes brasileiras e seus papéis para este projeto inovador e necessário, que não subestima as conquistas ao longo dos séculos, apontando na direção de um Brasil melhor, com mais distribuição de

renda e crescimento econômico, pautados na garantia da vida das pessoas, na garantia de um modelo de sustentabilidade planetária, na solidariedade e na partilha.


Inspirados nestas diretrizes no programa de Marina Silva apresentamos esta plataforma e colocamos-nos como partícipes fundamentais para a construção desta nova sociedade.



Política cidadã baseada em

princípios e valores:










domingo, 15 de agosto de 2010

SOBRE MULHERES E VIOLÊNCIA

AS ELIZAS DO BRASIL E SUAS MORTES ANUNCIADAS


Por  Cecilia Sardenberg[1]


Neste mês de agosto, quando se comemora o quarto aniversário da promulgação da Lei 11.340/2006 - denominada Lei Maria da Penha em homenagem a Professora Maria da Penha, uma vítima da violência doméstica que denunciou o Brasil por negligência às cortes internacionais - vários casos de mulheres brutalmente assassinadas por seus companheiros ocupam as principais manchetes dos jornais do país e da nossa mídia televisiva, demonstrando a relevância e pertinência dessa nova legislação.

Dentre esses casos, tem chamado atenção especial o da jovem Eliza Samúdio. Além do suposto mandante do crime ser um jogador de futebol de certa projeção, a forma em que a jovem foi assassinada e o corpo “desovado” vem chocando a opinião pública. Seu corpo ainda não foi encontrado, mas depoimentos colhidos pela polícia indicam que Eliza foi esquartejada, seus restos mortais jogados a cachorros e os ossos posteriormente cimentados.

Sem dúvida, esse nível de brutalidade é de causar arrepios, principalmente quando se constata que atinge várias outras mulheres, sem que suas histórias ganhem espaço na mídia por não envolverem gente dita “famosa”. O que já nos revela o quanto a violência contra as mulheres no Brasil ainda é banalizada. Além disso, no caso de Eliza, como vem acontecendo também com tantas outras vítimas, estamos diante de mais uma “morte anunciada”– isto é, de mais um caso de negligência por parte dos órgãos do Estado no enfrentamento à violência contra mulheres, mesmo quando as mulheres vitimadas buscam justiça. Senão vejamos:

De acordo com as investigações tornadas públicas, Eliza Samúdio viveu uma relação passageira com o goleiro Bruno do Esporte Clube Flamengo, mas que resultou em uma gravidez por ele rejeitada. Pior que isso, em outubro de 2009, quando estava grávida de cinco meses, Eliza foi seqüestrada por ele e seus comparsas e mantida em cárcere privado, sendo agredida física e verbalmente, ameaçada de morte e forçada a uma tentativa de aborto, conforme queixa registrada pela vítima na Delegacia Especial de Atendimento a Mulher- DEAM de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

Nessa ocasião, a delegada de plantão, reconhecendo o risco que a jovem corria e a pertinência da Lei Maria da Penha ao caso, solicitou ao Judiciário a aplicação de uma medida protetiva contra o goleiro Bruno, que o proibiria de se aproximar de Eliza por menos de 300 metros . No entanto, a juíza responsável negou o pedido da DEAM, alegando a não existência de um relacionamento entre as partes envolvidas, e acusando a vítima de "tentar punir o agressor" (...) "sob pena de banalizar a finalidade da Lei Maria da Penha". Desconsiderando o fato de Eliza estar grávida de cinco meses do agressor, e desconhecendo que a Lei Maria da Penha foi criada para proteger as mulheres, essa juiza afirmou, equivocadamente, que a referida Lei "tem como meta a proteção da família, seja ela proveniente de união estável ou do casamento, bem como objetiva a proteção da mulher na relação afetiva, e não na relação puramente de caráter eventual e sexual".


Esse tipo de interpretação nos revela o quanto no pensar Judiciário – mesmo quando expresso por mulheres - permanece em pauta uma ideologia patriarcal, machista, que categoriza as mulheres como “santas” ou ”putas”, resguardando as primeiras na “família” e tratando as outras como casos de polícia que “banalizam” a Lei. Não é, pois, ao acaso que a cidadania feminina no Brasil ainda é uma cidadania pela metade, já que os direitos das mulheres continuam a ser subjugados aos da “família”, o que contribui para a reprodução das relações patriarcais entre nós e, assim, para o crescimento da violência contra mulheres.


Foi o que aconteceu com Eliza Samúdio. A interpretação da Lei a partir de um viés patriarcal, por parte da juíza fluminense, implicou no envio do processo em questão para uma vara criminal, trazendo consequências ainda mais desastrosas. Ali, por descaso da polícia, que deveria ter levado as investigações adiante com a necessária urgência, só recentemente houve algum avanço nesse sentido. Na verdade, só depois do desaparecimento de Eliza se tornar público e ganhar as manchetes, a polícia deu o devido andamento às investigações.

Em janeiro deste ano, em Belo Horizonte, outra jovem, a cabelereira Maria Islaine, também foi brutalmente assassinada pelo ex-marido, que disparou nove vezes contra ela, a despeito das várias queixas registradas na DEAM. Aliás, tem-se conta de que Maria Islaine fez oito registros de crime de ameaça, que resultaram em três prisões preventivas decretadas contra seu ex-marido, sem que nenhuma delas fosse cumprida. Por isso, apesar de medida protetiva ter sido expedida, ele continuou a procurá-la, ameaçando-a e agredindo-a em sua casa, uma situação registrada em ligações feitas por Maria Islaine para a polícia pedindo ajuda e socorro – mas tudo em vão. Num desses telefonemas, que foi gravado, a vítima reclama: “Tenho uma intimação que a juíza expediu por causa do meu marido, que me agrediu. Eu o levei na Lei Maria da Penha. Era para ele ser expulso de casa. O oficial veio, tirou de casa, só que ele está aqui e ainda está me ameaçando”. Em uma outra gravação, que foi anexada ao inquérito policial, o ex-marido ameaça: “Não vou aceitar perder minha casa. Se perder, você vai estar debaixo da terra. Está decidido isso. Já não vou trabalhar mais. Vou tocar uma vida de vagabundo. Se eu perder minha casa, vou te matar”. E cumpriu a ameaça, porque não foi preso como deveria ter sido.

Estudos e pesquisas sendo desenvolvidos pelo OBSERVE-Observató rio da Aplicação da Lei Maria da Penha, em quase todas as capitais do país, dão conta de que, apesar dos pactos selados com o Governo Federal, são muitas as instâncias semelhantes de descaso e mesmo negligência por parte dos estados da União no enfrentamento à violência contra mulheres. São juizados e varas de violência doméstica e familiar ainda por serem criados ou em funcionamento precário, DEAMs fisicamente mal equipadas e valendo-se de pessoal sem o treinamento e capacitação necessárias, e autoridades que interpretam e aplicam a lei a seu bel prazer, sem o devido preparo e esclarecimentos cabíveis em prol da proteção de mulheres em situação de violência, como no caso de Eliza.

Embora este ano celebramos quatro anos de Lei Maria da Penha, nosso levantamento revelou que algumas capitais pesquisadas – João Pessoa, Aracaju e Terezina no Nordeste, e Palmas, Boa Vista e Porto Velho na Região Norte, por exemplo – ainda não dispõem de nenhuma vara ou juizado especializado em violência doméstica e familiar contra mulheres, descumprindo assim o que rege a Lei. E em muitas das que já criaram esses juizados, não existem as equipes multidisciplinares para prestar o necessário apoio às mulheres, tampouco uma articulação eficaz com os demais órgãos que devem compor a rede de atendimento às mulheres em busca do acesso à justiça.

Esse descaso se verifica mesmo no tocante às delegacias especializadas – que constituem a mais antiga política pública de enfrentamento à violência contra as mulheres no país e que, figuram, ainda hoje, como principal referência para as mulheres em situação de violência. Embora a Lei Maria da Penha tenha trazido novas atribuições para essas delegacias – com destaque para a retomada do Inquérito Policial como procedimento e as medidas protetivas de urgência – ampliando sua competência e também as demandas que lhe são encaminhadas diariamente, não parece haver um empenho real por parte da maioria dos estados – apesar dos “pactos” - em criar condições para que as DEAMs cumpram seu papel.

A precariedade das delegacias contribui para que as delegadas titulares criem suas próprias normas, deliberando, por exemplo, pelo não atendimento de casos de violência de gênero contra mulheres que não se incluam na Lei Maria da Penha. Ou então, para que ofereçam resistência a sua implementação, procurando mediar entre vítimas e agressores e fazer uso das malfadadas “cestas básicas” como pena, tal qual se fazia quando a Lei 9.099/95 – responsável pela criação dos JECRIMs, Juizados Especiais Criminais, que banalizavam a violência contra mulheres ao extremo - permanecia em vigor. Identificamos, também, uma prática preocupante: a exigência de duas testemunhas que atestem a veracidade dos fatos relatados pela mulher. Sem a presença das testemunhas, o Boletim de Ocorrência não é registrado. E se exige o agendamento para comparecimento das vítimas e das pessoas para testemunharem a seu favor, o que incorre na desistência de algumas mulheres, por falta de testemunha. Afinal, casais não costumam levar “testemunhas” para o interior dos seus quartos e para o leito conjugal onde ocorrem, em grande medida, os atos de violência doméstica.

Malgrado essa situação, consultas realizadas nas principais cidades do país com mulheres que registraram queixas nas delegacias têm revelado que, em sua maioria, essas queixantes vêem as DEAMs como porta de entrada na sua busca por justiça e proteção frente às ameaças e maus tratos sofridos. Contrário ao que se propaga em relação às vítimas, são poucas as que buscam as delegacias apenas como “mediadoras” de conflitos entre casais. Como Eliza, também essas queixantes buscam medidas protetivas na aplicação da Lei e uma ação imediata como a situação demanda - mas não têm sido atendidas. Algumas têm sido até aconselhadas nas delegacias a voltarem dali a seis meses, quando se sabe que a queixa perde sua validade jurídica quando registrada fora desse prazo. Outras, como Maria Islaine, conseguem as medidas protetivas e até mesmo a decretação da prisão dos agressores. Mas, lamentavelmente, por negligência das nossas autoridades, eles continuam à solta, colocando a vida das mulheres em sério risco. Como bem concluiu uma de nossas entrevistadas: “Por isso que muitas mulheres estão morrendo”.


Por certo, as muitas Elizas do nosso Brasil e suas mortes anunciadas, dia após dia, nas DEAMs e juizados de todo o país, demandam de todos e todas nós muito mais do que arrepios. É mais do que necessário e urgente que exijamos dos nossos governantes e legisladores – e dos candidatos e candidatas a esses postos – o compromisso com a implementação e cumprimento da Lei Maria da Penha nos moldes e normas previstas, denunciando no “Ligue 180” e nas respectivas corregedorias todas as instâncias contrárias. Quando a negligência persistir, sigamos o exemplo da Professora Maria da Penha, apelando para as cortes internacionais. Ademais, é imprescindível que nos organizemos para que se processe uma verdadeira reforma no Sistema Judiciário e nos órgãos de segurança pública – que deve começar com os cursos de Direito - de sorte a livrá-los, de vez, das ideologias patriarcais que acalentam a violência contra nós, mulheres, em nome da “família”.


Precisamos, sim, fazer valer nossa cidadania por inteiro o quanto antes: uma vida sem violência é um direito de todas nós, Elizas, Maria Islaines e Marias da Penha!

ELEIÇÕES LIMPAS - Campanha: “Não vendo meu voto”


A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) lançou, nesta terça-feira (10), a campanha Eleições Limpas, que pretende conscientizar os eleitores sobre a importância do voto. Com o slogan ‘Não vendo o meu voto’ a campanha terá foco no combate à troca de voto por benefícios. A campanha tem parceria do Tribunal Superior Eleitoral.


Além do site www.amb.com.br/eleicoeslimpas2010, a divulgação também será feita através de inserções em emissoras de TV e rádio e distribuição de folders com perguntas e respostas abordando as principais dúvidas dos eleitores. O ponto alto da campanha, contudo, serão as audiências públicas programadas para serem realizadas a partir do dia 3 de setembro, em várias partes do País.

Além de combater a troca de voto por benefícios, a campanha tem ainda o objetivo de divulgar as novas normas eleitorais, como a exigência de apresentação do título de eleitor e de um documento com foto para votar, e estimular a interação dos juízes eleitorais com a sociedade. “Será o momento de o juiz deixar o cartório eleitoral e discutir com a população um pleito sem fraude, dizendo ao eleitor o que é permitido e o que não é”, destacou o presidente da AMB, Mozart Valadares.


Fonte: Terra

Internet, este imenso palanque virtual

Por Alexandre Inagaki



Este será o primeiro ano em que redes sociais serão fartamente utilizadas em campanhas políticas. Mas se engana quem acredita que a internet será um território sem regras, nas quais socos, joelhadas e ofensas virtuais poderão ser desferidos a torto e a direito. Saiba que, sim, conforme foi informado pela Justiça Eleitoral, você tem toda liberdade de apoiar os seus candidatos prediletos nesta eleição usando blogs, redes sociais como Twitter ou Facebook e e-mails. Porém, há várias regras a serem cumpridas:

- O anonimato é totalmente proibido. Ou seja, posts devem ser devidamente identificados;



- Fique atento com os comentários. Um blogueiro pode ser multado e ter seu site retirado do ar caso ofensas e acusações sem provas sejam publicados nos comentários de um post;



- Qualquer site que não seja mantido por um partido está proibido de veicular banners de propaganda política;

- O moderador de uma comunidade, criada no Orkut, Facebook ou qualquer outra rede social será o responsável por todos os textos que forem publicados naquele espaço. Ou seja: se você pretende criar uma comunidade apoiando um candidato, não deixe de moderar todos os tópicos e discussões que rolarem por lá. Caso contrário, você está sujeito a punições como multas que variam de R$ 5 mil a R$ 30 mil.




- O Tribunal Superior Eleitoral implementará o direito de resposta a um candidato que se sinta prejudicado nos meios virtuais. Porém, a legislação não especificou ainda como isso será feito, por exemplo, no Twitter. Caso um candidato ganhe direito de resposta no perfil de um twitteiro, este será obrigado a publicar em sua conta um tweet pré-redigido pela equipe do político supostamente prejudicado? Taí algo que estou curioso para ver se realmente acontecerá.

De qualquer modo, um fato é certo: a internet terá um papel importantíssimo nestas eleições. Também como veículo para campanhas eleitorais, mas sobretudo como meio de informação. Já indiquei anteriormente sites como Voto Consciente e Congresso em Foco como fontes preciosas para quem deseja se informar sobre os candidatos a estas eleições. Além disso, o próprio site do TSE possui o registro online de todos os candidatos em 2010. Cada ficha possui informações como grau de instrução, declaração de bens e certidões criminais de cada postulante a algum cargo nestas eleições; dados fundamentais para quem realmente leva a sério seu dever e direito de votar.




Em uma democracia, é lógico que estamos sujeitos a toda espécie de candidatos, em especial os folclóricos. O blogueiro Humberto Oliveira elencou, ao consultar o site do TSE, uma série de celebridades e sub-celebridades que, bem ou mal intencionados, resolveram seguir a carreira política. Dentre eles, destacam-se figuras como Tati Quebra Barraco, Mulher Melão, Tiririca e Reginaldo Rossi. Que concorrem, diga-se de passagem, com boas chances de serem eleitos, mais pela fama e reconhecimento do que pelo apelo ideológico de suas propostas. Vide os números disponibilizados online (e atualizados em tempo real) pelo TVoto, aplicativo integrado ao Twitter que permite que qualquer eleitor submeta suas intenções de voto. Segundo os números desta manhã, os dois candidatos a Deputado Federal mais populares até agora são Gabriel Chalita (ex-secretário de Educação e autor de mais de 50 livros) e Franco Finato Scornavacca, melhor conhecido pela alcunha de “Kiko do KLB”, vocalista daquela singela boy band brasileira.

 
- O moderador de uma comunidade, criada no Orkut, Facebook ou qualquer outra rede social será o responsável por todos os textos que forem publicados naquele espaço. Ou seja: se você pretende criar uma comunidade apoiando um candidato, não deixe de moderar todos os tópicos e discussões que rolarem por lá. Caso contrário, você está sujeito a punições como multas que variam de R$ 5 mil a R$ 30 mil.




- O Tribunal Superior Eleitoral implementará o direito de resposta a um candidato que se sinta prejudicado nos meios virtuais. Porém, a legislação não especificou ainda como isso será feito, por exemplo, no Twitter. Caso um candidato ganhe direito de resposta no perfil de um twitteiro, este será obrigado a publicar em sua conta um tweet pré-redigido pela equipe do político supostamente prejudicado? Taí algo que estou curioso para ver se realmente acontecerá.

Em 1986, quando ainda não podíamos eleger o Presidente da República, escreveu o poeta Glauco Mattoso: “Eleição direta/ tira do proleta a chance/ de tirar da reta.” 24 anos depois, o poema ainda mantém-se atual: a responsabilidade pelos governantes e congressistas que decidem os rumos desta nação está nas mãos de quem os elege. E, por mais que certos candidatos transformem a Política em motivo de escárnio, o fato é que nunca tivemos tantos meios de nos informarmos decentemente sobre quem merece ou não nossos votos. Sites como Vote na Web, além de disponibilizarem dados sobre a atuação dos atuais deputados e senadores, também oferecem espaço para a discussão de projetos de lei que serão aprovados ou não pelo Congresso Nacional. Atente-se, pois, para o fato de que a internet não serve apenas para fazer downloads ou bisbilhotar vidas alheias. E procure, por favor, votar de forma consciente.


Fonte: http://colunistas.yahoo.net/posts/3630.html

Dê uma olhadinha no Tvoto e  deixe sua intenção de voto - 43.531- katia martins -  pv

http://tvoto.virtualnet.com.br/votar/cargo


De acordo com o artigo 21, da Resolução TSE 23.190/2009, a presente enquete do eleitorado tem caráter de mero levantamento de opiniões, não se caracterizando como uma pesquisa eleitoral

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

'Sala de Marina’ debate nesta quinta-feira as propostas de Marina para educação

Transmitido ao vivo pela internet (www.minhamarina.org.br/salademarina), o programa “Sala de Marina” discute nesta quinta-feira (12), às 17h, as propostas de Marina Silva para educação. A convidada é Maria Alice Setubal, que coordena a formulação das diretrizes do programa de governo da candidata do PV




Socióloga, doutora em psicologia da educação e mestre em ciência política, é mais conhecida como Neca Setubal. Ela também atua como presidente do Centro de Estudos em Educação e Cultura (Cenpec) e da Fundação Tide Setubal



Além de Neca, confirmaram presença Samantha Shiraishi, jornalista e editora do blog “A Vida Como A Vida Quer” e voluntária do “Todos pela Educação”; Guilherme Nunes da Silva, pai e editor do blog “Conversas de Cozinha”; Aline Kelly, mãe, professora e voluntária do “Todos pela Educação”; Cybele Meyer, do blog “Educa Já” e Claudia Charoux, designer instrucional e colaboradora de projetos sociais na área de educação a distância



Os espectadores poderão participar do bate-papo pelo Twitter, usando a hashtag #salademarina no microblog Twitter



Se quiser saber um pouco mais sobre Neca Setúbal e as diretrizes do programa de governo da Marina para educação, assista ao vídeo abaixo







fonte: blog minhamarina

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Marina Silva é recordista de doações de pessoas físicas


O comitê financeiro do PV é o único entre os três principais partidos que concorrem à Presidência da República que recebeu mais doações de pessoas físicas que de pessoas jurídicas. Até agora, 93,5% do total de doações da campanha feitas ao partido - e declaradas – vêm de pessoas físicas. O dado pode ser observado na prestação de contas parcial enviada pelos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na semana passada.



As informações foram enviadas ao TSE até o dia 3 de agosto, data anterior ao início das doações por cartão de crédito, que começaram a valer nestas eleições como forma de desconcentrar as doações das mãos das empresas. O PV estreou as arrecadações por cartão no último fim de semana, e o PT liberou hoje (9) as doações por esse método. O PSDB decidiu não arrecadar dinheiro dessa forma.

Segundo dados do PV, o comitê recebeu R$ 4,35 milhões de doações de pessoas físicas, contra apenas R$ 300 mil de pessoas jurídicas. No comitê petista, pessoas jurídicas responderam por R$ 9,1 milhões nas doações contra apenas R$ 10 mil de pessoas físicas. Quanto ao comitê do PSDB, pessoas jurídicas foram responsáveis por todos os R$ 3,6 milhões arrecadados por meio de doações.


Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pessoas físicas podem doar até 10% da renda bruta obtida no ano anterior à eleição, e as empresas estão autorizadas a doar até 2% do faturamento bruto medido no mesmo período. Os doadores podem colaborar quantas vezes quiserem, desde que a soma não ultrapasse o limite estabelecido pela norma. As doações feita por meio de cartões não podem ser parceladas.


Segundo o Instituto Ethos, nas eleições de 2006 e 2008, houve 2,6 milhões de doações individuais, mas apenas 483 empresas concentraram quase 10% dos R$ 4,6 bilhões arrecadados em ambos os pleitos. O estudo concluiu que havia um alto grau de concentração do financiamento político brasileiro em poucas fontes.

Ari Pinotti - Neto do Dr. Aristodemo Pinotti
Doador Simbolo da campanha de Marina Silva


Neste ano, as doações podem ser feitas com depósitos em espécie identificados, cheques cruzados e nominais, transferência bancária ou por cartão de crédito. Ainda há a possibilidade de doar bens e serviços estimáveis em dinheiro, mas nesse caso, para as pessoas físicas, o uso de bens móveis e imóveis de propriedade do doador não pode passar de R$ 50 mil em valor estimado.



Os valores divulgados pelo TSE na última sexta-feira são apenas a primeira prestação parcial de contas dos candidatos. A prestação que será avaliada pela Justiça Eleitoral acontece somente após o pleito. Somente nessa prestação as campanhas são obrigadas a informar o nome dos doadores.

 Caso a análise das contas detecte doação maior que o permitido, o colaborador pode ser condenado a pagar multa de cinco a dez vezes a quantia em excesso. No caso das empresas, a penalidade inclui a proibição de participar de licitações públicas e de celebrar contratos com o Poder Público pelo período de cinco anos. Os candidatos beneficiados pela doação ilegal podem responder por abuso do poder econômico.

Para fazer sua doação à campanha clique aqui





segunda-feira, 9 de agosto de 2010

LANÇAMENTO DA BIOGRAFIA DE MARINA SILVA

A presidenciável Marina Silva, esteve hoje no lançamento da biografia escrita pela jornalista Marília de Camargo César, "Marina - A vida por uma causa", em evento realizado na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Participaram, entre outros, o cineasta Fernando Meirelles e o senador petista Eduardo Suplicy, além de integrantes da cúpula do PV.

A candidata à Presidência da República Marina Silva, autografa o livro de sua biografia para a candidata a Deputada Estadual Katia Martins




O Senador Suplicy, fez questão de ir dar um abraço em sua amiga Marina Silva.




 



 
O senador Eduardo Matarazzo Suplicy, sempre gentil e solícito ofereceu uma cartilha do ziraldo
para Katia Martins



sábado, 7 de agosto de 2010

Lei Maria da Penha completa quatro anos


Ontem, dia 07 de agosto, foi o marco de quatro anos de sanção da Lei Maria da Penha, de número 11.340, em proteção à mulher contra a violência doméstica. O nome da lei homenageia a biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, que ficou paraplégica em decorrência das agressões do marido por um período de seis anos, que incluíam eletrocussão e afogamento. A cearense lutou pela condenação de seu agressor no caso que foi considerado, pela primeira vez na história brasileira, um crime de violência doméstica.



foto de Maria da Penha mulher que dá nome à lei
O caso desencadeou o surgimento da lei, lembrada ontem em eventos por todo o país, por seus avanços e pontos falhos, como o balanço apresentado sexta na Câmara de Uberlândia, ONG SOS Mulher/Família, de Uberlândia. Apesar dos avanços, como penas mais rigorosas para os agressores, o panorama é alarmante e revela um crescimento da violência contra a mulher.

O maior mérito atribuído à lei é a mudança no tratamento de crimes de violência doméstica e
familiar contra a mulher. Punições antes limitadas ao pagamento de cestas básicas passaram a ser mais rígidas, prevendo prisões em flagrante, detenção do agressor por até 3 anos e o estabelecimento de medidas protetivas que vão desde o afastamento do agressor da casa, cassação da licença de porte de armas até a prisão preventiva.

Por outro lado, números nacionais e locais revelam que a situação da mulher na sociedade merece mais atenção. Em geral, observa-se um aumento dos números de violência contra a mulher, seja em situações marcantes, como a recente morte de Eliza Samudio, ou no anonimato: entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio – índice de 4,2 assassinadas por 100 mil habitantes. Em Uberlândia, segundo dados da ONG SOS Mulher/Família, o número de mulheres que buscaram auxílio devido a agressões, somente no primeiro semestre deste ano, é superior ao total de atendimentos realizados em 2007.

O aumento das estatísticas, segundo Marina Drummond, presidente da ONG SOS Mulher/Família, que oferece apoio às mulheres em Uberlândia, é preocupante, mas positivo, por ser, segundo a psicóloga, um reflexo da maior tomada de consciência das mulheres sobre seus direitos. “A violência sempre existiu. A diferença é que as mulheres estão procurando ajuda e denunciando”, disse.

Para ONG, burocracia também é um tipo de violência

Burocracia, demora na tramitação dos inquéritos, o não-cumprimento das determinações da lei e a falta de ações integradas para tratar a questão das agressões contra a mulher são os principais entraves para a efetiva melhora do panorama da violência 
                                                                                     doméstica e familiar no Brasil.

Em Uberlândia, a melhor estruturação do atendimento é uma dificuldade apontada pela psicóloga e presidente da ONG SOS Mulher/Família, Marina Drummond. “Para lavrar um boletim de ocorrência, as mulheres, ao procurarem a delegacia especializada, são encaminhadas para outro local. Se forem fazer exame de corpo de delito, têm que ir ao Instituto Médico Legal e seu atendimento não é priorizado. É tudo descentralizado. Elas passam por violência dupla, do agressor e das instituições”, afirmou.

De acordo com a advogada Ludmila Roriz, voluntária da ONG SOS Mulher, a criação de um juizado especial para atender aos casos seria um grande avanço, bem como a diferenciação do crime. “As mulheres demoram a denunciar. Quando decidem, enfrentam burocracia até que o inquérito seja encaminhado ao fórum e depois ainda têm que aguardar na fila de outros delitos. Até que acontece de fato a representação, se passam meses. A mulher fica convivendo em situação de risco com o agressor”, afirmou. Há casos de pessoas que aguardam 45 dias até o estabelecimento da medida protetiva.

Projeto tenta trabalhar mudança nos agressores


As medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, que afastam o agressor da vítima, são importantes. Porém, segundo a psicóloga Marina Drummond, da ONG SOS/Mulher, devem ser acompanhadas de um trabalho de desnaturalização da violência nos agressores. “É preciso acolher esses homens, que também são vítimas do contexto social. Para eles, agressão é coisa natural, como fica evidente na frase do Bruno que pergunta qual homem que nunca bateu em mulher”, disse.


Por meio do projeto A-colher, da ONG, a equipe tenta há mais de um ano montar um grupo de auxílio a homens agressores. Até o momento, apenas dois foram encaminhados para o grupo. "Falta o apoio das outras esferas. Não adianta falar para as mulheres para denunciarem, se elas não têm retaguarda para protegê-las."

No caso da cabeleireira e bordadeira Milene Goulart Medeiros, 29 anos, a decisão de acabar com as violações não veio desacompanhada do medo. Na relação de 9 meses com o namorado, ela sofria ameaças constantes, e violência física, porém não denunciava por pena. “Ele não tinha família aqui, eu que o sustentava e ainda assim ele era agressivo e me traía.”

Após um desentendimento há poucas semanas, o rapaz agrediu a namorada, desferindo golpes de capacete na cabeça e depois queimando algumas regiões do corpo com uma prancha de alisamento de cabelos. “Fui até a 16ª Delegacia, dei meu testemunho e disse que vou representar. Sei que ele foi preso, mas não recebi outras informações depois sobre como proceder. Não sei o que vai acontecer. Ele não tem nada a perder, mas eu não quero mais viver com medo”, disse.



Agressão tambem pode ser psicológica

A Lei Maria da Penha esclarece que a violência contra mulher não se restringe à violência física, é toda prática ou discurso que cause sofrimento, dano físico, psicológico, moral, sexual ou patrimonial.

Apesar da agressão física ter mais repercussão, a psicológica produz efeitos mais profundos na mulher, de acordo com a psicóloga Marina Drummond. “Não é possível fazer corpo de delito em machucados da alma, mas isso gera diversos sintomas psicossomáticos e afeta profundamente a autoestima da mulher”, afirmou.

Quando tiver marcas internas ou externas, a mulher deve realizar exames de corpo de delito e pedir cópias dos documentos, termo circunstanciado de ocorrência, que poderão ser utilizados como provas para providências jurídicas. “A própria mulher vítima da agressão pode denunciar ou vizinhos e conhecidos também podem pedir auxílio”, afirmou a delegada Juliana Santos, da Delegacia Especializada ao Atendimento à Mulher.

No caso de Luciana (nome fictício), 42 anos, costureira, que esteve em relacionamento por 33 anos, a agressão era mais psicológica. “Não podia sair, pois meu marido tinha crises de ciúme e me acusava de traição, fazia ameaça. Eu acabei desistindo de sair”, disse.

A costureira, como outras mulheres que decidiram se libertar da situação de violência, teve que enfrentar o medo do marido e o receio dos comentários das outras pessoas. “Eu achava que era o fim, mas tive coragem e transformei minha vida”, disse.

Dados da violência contra mulher

- Uma mulher é espancada a cada 15 segundos no Brasil (Fundação Perseu Abramo 2001 e revisão 2002);

- O risco de uma mulher ser agredida em sua própria casa pelo pai de seus filhos, ex-marido ou atual companheiro é nove vezes maior que sofrer algum ataque violento na rua ou no local de trabalho (BID – Banco de Desenvolvimento/98);

- O Brasil perde 10,5% do seu PIB (U milhões de dólares anuais) com os problemas da violência. (PIB, Banco Mundial/98);

- A violência doméstica é a terceira causa de morte entre as brasileiras;

- Apenas 1/3 apenas das mulheres que sofrem violência procuram ajuda

- Das mulheres que procuram ajuda, a maioria é de classe social média ou inferior, não têm independência financeiro e é da faixa de 19 a 39 anos.

Atendimentos SOS Mulher – novos cadastros

Ano / fevereiro a agosto / total

2010 / 144

2009 / 104 / 183

2008 / 84 / 132

2007 / 63 / 140

Mulheres atendidas – 3.792 (desde 1997)

190 atendimentos mensais (incluindo retorno com psicólogo, advogada, novos atendimentos)



Fonte: SOS Mulher

Avanços da Lei Maria da Penha sobre a legislação anterior

- Tipifica e define violência contra a mulher, estabelecendo as formas como física, psicológica, sexual, moral, patrimonial;

- Reconhece que a violência contra a mulher independe de orientação sexual, podendo ocorrer, por exemplo, em relações homossexuais;

- Inova na concepção de família;

- Prevê um capítulo específico para o atendimento pela autoridade policial;

- Veda a entrega da intimação pela mulher ao agressor;

- Retira dos juizados especiais criminais a competência para julgar os crimes de violência doméstica e indica a criação de juizados especiais de violência doméstica e familiar, com competência cível e criminal para abranger todas as questões, fomentando-se uma intervenção multidisciplinar

Fonte: Historiadora Cláudia Guerra, voluntária da Ong SOS Mulher Família de Uberlândia, pesquisadora do NEGUEM/UFU.

Fonte Jornal Correio de Uberlândia

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Lei Ficha Limpa ameaça a candidatura de 450 postulantes nestas eleições


BRASÍLIA - Um total de 450 candidaturas foi alvo de pedidos de impugnação, com base na Lei Ficha Limpa, apresentado pelo Ministério Público Eleitoral em todo o País. Com 67 candidaturas contestadas, o PMDB lidera a lista, seguido por PT (35), PSDB (34) e PP (33). Representa menos de 2% do total de 22 mil candidaturas registradas para todos os cargos.




São Paulo lidera as impugnações, com 61 casos. Entre eles, está o tesoureiro da campanha da candidata petista à Presidência, Dilma Rouseff, José de Fillipi Júnior (PT). Ele é candidato a deputado federal. No final de maio, Filippi havia sido condenado pelo Tribunal de Justiça estadual por ter contratado sem licitação, como prefeito de Diadema (SP), o escritório do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh , por R$ 2,1 milhões.



Levantamento feito pelo site "Congresso em Foco" aponta que os quatro partidos citados são responsáveis por 37,6% do total de representações apresentadas pelo MPE em quase todos os estados. Apenas Mato Grosso do Sul, com seis casos, e Minas Gerais, com 23, ainda não divulgaram quem pode ser barrado nas eleições.



Os pedidos de impugnação devem ser julgadas pelos tribunais regionais eleitorais até a próxima quinta-feira. Em caso de recurso, caberá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) examiná-los até o dia 19 deste mês. Promotores consideram bastante difícil a conclusão dos processos nesses prazos.



Entre as candidaturas contestadas no PMDB está a do ex-governador do Tocantins, Marcelo Mirandda. Ele teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em setembro de 2009 por abuso de poder nas eleições de 2006, quando disputava a reeleição ao cargo de governador. Para os promotores eleitorais, Miranda está inelegível até 2014.



Para a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-TO), a inelegibilidade de Miranda passa contar a partir do encerramento de seu mandato, que ocorreu no ano passado.



Outro parlamentar histórico do PMDB que está na mira é o ex-presidente do Senado e atual deputado federal Jader Barbalho. Ele renunciou ao cargo para evitar cassação. É candidato ao Senado.



No PT, caso emblemático é do ex-governador do Piauí Wellington Dias. Após comandar o Executivo do estado por dois mandatos, ele agora é candidato ao Senado. Outro que corre risco de sair da disputa mesmo sendo o favorito é Expedito Junior (PSDB-RO). O ex-senador, que foi cassado em 2009 pelo TSE por compra de votos, agora desponta nas pesquisas em primeiro lugar nas intenções de voto para o governo de Rondônia. No PP, o caso mais conhecido é do deputado Paulo Maluf (SP), que tenta a reeleição.